Tradutor

quinta-feira, 24 de março de 2016

A Liderança NÃO precisa ser um exercício de solidão...

Um dos primeiros conselhos que me deram sobre liderança foi que eu me preparasse para a solidão que ela traz. Era o conselho, muito bem intencionado sem dúvidas, de um gestor muito experiente. Eu ouvi. E nos meus primeiros passos como líder, eu tomei o cuidado de sempre manter uma certa distância - de todos, da minha equipe, das outras equipes, dos meus pares.
Alguns anos depois, estou aqui para desafiar essa máxima....será mesmo que a solidão é consequência de ser líder? Questiono. Com o passar o tempo, fui fazendo testes e percebi que não é preciso ser sozinho para ser líder, na verdade não dá para ser sozinho para ser líder.
É preciso estar próximo da sua equipe, é preciso contar com pares que possam servir como "conselheiros" vez ou outra.
A jornada do líder não pode ser solitária jamais uma vez que seu papel é conduzir a sua equipe rumo ao objetivo - não se conduz ninguém efetivamente se você decidir caminhar sozinho...

DICAS PARA SUA RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL

Buscar emprego não é uma tarefa fácil. Elaborar o currículo, procurar vagas, participar de entrevistas (às vezes uma, duas, três para uma mesma vaga), dinâmicas de grupo, testes… Sim, realmente é uma tarefa árdua, mas a sensação de conquistar o objetivo é ótima, não é mesmo?
Contudo, é necessário levar em consideração que nos últimos tempos as exigências na hora da contratação estão cada vez maiores e preparar-se para o mercado de trabalho tornou-se fundamental na hora de buscar recolocação.
Ao iniciar o processo de recolocação profissional é importante estar atento aos seguintes fatores:

Elaboração do currículo

Saber elaborar o currículo pode parecer, a princípio, uma tarefa fácil, porém há uma série de informações e detalhes que podem colaborar para que você seja convocado para uma entrevista.
Há dois pontos cruciais para isso: objetividade e clareza. Significa que é necessário detalhar as informações de modo que o leitor compreenda facilmente suas qualificações e habilidades.
Imagine que o recrutador recebe centenas de currículos diariamente e que no processo de triagem ele precisa visualizar os dados principais de forma rápida. Por isso é importante fazer do currículo o seu cartão de visitas constando: Seus contatos e dados pessoais, as datas de entrada e saída de cada empresa, realizações e resultados alcançados em cada emprego (Procure focar nas últimas três experiências), bem como sua formação, cursos e/ou certificações. Foto não é necessário, a menos que esteja candidatando-se a uma oportunidade que faça esta exigência.

Busca pelas oportunidades

O momento de buscar pelas oportunidades requer certa disciplina. Atualmente muitas empresas têm suas oportunidades divulgadas pelo próprio site institucional ou por sites especializados de empregos. São poucas as empresas que ainda recebem currículo físico.
Aqui vai uma dica essencial: procure manter seu currículo virtual sempre atualizado. Faça uma busca pelos principais sites de empregos e cadaste-se. Esteja sempre atento às divulgações e candidate-se às oportunidades que realmente estiverem de acordo com o seu perfil.
O mesmo vale para as oportunidades divulgadas em blogs, grupos ou LinkedIn. Muitos recrutadores utilizam estas fontes para anunciar oportunidades e há muitas opções de sites regionais também.
As agências de empregos ou consultorias de RH também divulgam oportunidades através da internet, vale a pena buscar pelas principais e manter seu cadastro atualizado. Sua oportunidade dos sonhos pode estar divulgada numa delas!
Outra dica importante: No momento de enviar o currículo, descreva no título do e-mail ou do site a vaga ou área do seu interesse.
Em meio a tantos currículos recebidos, você pode deixar de ser visto simplesmente por não enfatizar tal informação.
É interessante também escrever um texto breve de apresentação, afinal, numa busca rápida o recrutador pode facilmente se interessar pelo seu currículo.

O processo seletivo

Se você foi convocado para a etapa presencial, ótimo. Agora é o momento para mostrar suas competências e habilidades. Pode ser em uma dinâmica de grupo ou mesmo numa entrevista individual. Cada seleção terá uma forma de avaliação.
Convém ressaltar que o processo seletivo serve basicamente para buscar o candidato que se adequa melhor à oportunidade. Por isso, não há fórmulas mágicas para que você seja aprovado (infelizmente), mas certamente sua apresentação, postura e sua comunicação serão avaliadas pelo selecionador.
O importante é apresentar-se de forma adequada, agir com tranquilidade e segurança, falar com propriedade sobre suas experiências, qualificações e obviamente, sobre si mesmo!

Saiba o que é preciso para delegar corretamente.


Um dos grandes desafios das organizações é a retenção de talentos, que não é um trabalho apenas do Recursos Humanos e sim do gestor imediato. As pessoas não deixam as empresas, deixam os gestores. Isso é comprovado quando analisamos as entrevistas de saída das pessoas que pedem demissão. Saber delegar é umas das competências fundamentais de gestão de pessoas e há falhas porque há medo dos gestores em delegar ou eles não sabem como delegar bem.
Podemos pensar que há dois extremos em um contínuo de delegação de atividades: de um lado, há o gestor que não delega nada, ou quando delega faz a micro gestão de seus subordinados. Ficam sobrecarregados e não conseguem se concentrar em questões mais estratégicas. No outro extremo o gestor “delarga” e não estabelece pontos de verificação. Os subordinados se sentem abandonados e o gestor é frequentemente pego de surpresa com resultados ruins daquilo que delegou.  Para que o gestor possa melhorar a produtividade e diminuir a rotatividade de seu time, compilo aqui nove regras de ouro para quem precisa aprender a delegar de forma correta. Apesar de parecer simples, os erros são muito comuns e causam impacto negativo na produtividade das organizações.
Para delegar corretamente é preciso:
 Encare a delegação de atividades como uma oportunidade de desenvolver as pessoas de sua equipe.
  1. Prepare-se para delegar: defina o que será uma tarefa bem sucedida e quem da sua equipe é a pessoa mais adequada para se desenvolver com a tarefa
  2. Comunicar, estabelecer prazos e metas, ouvir se há questões e não ficar no caminho
  3. Estabeleça pontos de checagem, ou seja, as informações que precisa receber no curso da tarefa que está sendo executada.
  4. Diga os “quês” e “porquês”, deixe o “como” fazer com seus subordinados.
  5. Descubra quais as melhores tarefas para delegar. Por exemplo, delegue o tático, fique com o estratégico, delegue o que é de curto prazo, fique com o que é de longo prazo.
  6. Delegue para as pessoas que podem ser bem sucedidas na tarefa porque delegar é uma ótima maneira de desenvolver e motivar as pessoas.
  7. Dê um prazo realista, ou seja, mais tempo do que você mesmo precisaria para a mesma tarefa.
  8. Monitore, mas não fique obcecado com as tarefas que foram delegadas, estabeleça pontos de verificação e esteja disponível para tirar dúvidas.

O MEDO PARALISA E A CORAGEM MOVE.

À primeira vista julgamos que o medo paralisa e a coragem move. Aprendemos que os heróis vão para frente e os covardes ficam para trás. Que é a coragem que faz as pessoas e empresas tomarem decisões. Entende-se que avançar significa ousadia e paralisar é sintoma de covardia. Com isso, acabamos traduzindo medo pela função estática e a coragem pela atividade dinâmica das pessoas e organizações.
Pode ser uma surpresa, mas na verdade o medo é também o elemento que move as empresas e executivos, transformando-se numa grande força propulsora de decisões organizacionais.  E se isso era verdade antigamente, agora é mais do que nunca.
Quando Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, foi financiado por Portugal com medo do domínio marítimo dos espanhóis. E a história está cheia de exemplos de povos que se atiraram numa guerra suicida por medo de serem atacados. Afinal, o que foi a Guerra Fria senão o medo mútuo de duas nações, quase levando o planeta à extinção.
O medo é o motor que move o mundo, que breca e acelera, que faz as pessoas e empresas agirem, e, algumas vezes, se imobilizarem.
Na verdade, quase todos os empresários e executivos hoje são movidos pelo medo. Às vezes se movimentam pelo simples receio de que seu concorrente o faça, antes dele. Outras vezes não se mexem com receio de tomar decisões equivocadas. Estamos num “stop or go” definido pelo sentimento de insegurança que acaba movendo as empresas por um lado e paralisando por outro, sempre por medo. Acabam vendendo uma parte de seu negócio ou se associando a uma multinacional com medo da globalização. Investindo em tecnologia com medo de ficar para trás. O medo se manifesta por uma tríade de dúvidas, inseguranças, incertezas e é a tônica atual do processo decisório.
Há alguns anos atrás, mais precisamente no ano 2000, cerca de 3 trilhões de dólares desapareceram da economia através de investimentos no setor da internet e das empresas “ponto com”. Podemos assegurar que pelo menos dois terços desse montante foram colocados lá em função do Marketing do Medo. Não foi por uma decisão consciente da importância dessa nova tecnologia, ou após uma compreensão da relevância que ela teria nos destinos daquela empresa ou setor de atividade. A grande maioria entrou na Internet com medo de ficar para trás.
A frase “não dá para ficar de fora” foi a mais utilizada nos últimos andares acarpetados dos edifícios corporativos e acabou gerando a maior onda de estupidez e erro de avaliação mercadológica da história moderna.
Medo é um sentimento permanente. A única coisa que se altera é o seu efeito positivo ou negativo sobre a economia. É o medo que determina as decisões corporativas e é o medo que traz as suas piores consequências.
 O medo positivo leva a economia para cima. Faz com que as empresas se expandam, acelerem suas decisões de investimento. Quando de repente o vetor do medo muda de direção, imediatamente a espiral se torna descendente e todos param de investir. Essa deve ser uma das explicações do por quê as crises aparecem de repente e de maneira tão inesperada.
Uma visão retrospectiva dos últimos cem anos vai nos mostrar várias fases de retração e expansão econômica mundial. Quando se faz uma análise mais profunda desses fenômenos, conclui-se que ambos são sempre determinados pelo medo positivo ou negativo que toma conta das pessoas e empresas.
Os administradores e gestores devem ter em mente que qualquer decisão empresarial precisa ser baseada em coragem e não em medo. Porque todas as vezes que decidimos por medo, os riscos dessa decisão acabam sendo exponenciais. A decisão baseada na coragem, seja ela de avançar ou parar, acaba sendo um processo equilibrado, sereno e consciente. Leva em conta fatores reais de avaliação e permite o controle do processo nas mãos da organização. Já a decisão pelo medo é exógena, repleta de variáveis incontroláveis. Quem decide não é você e sim os humores do mercado, os movimentos de seu concorrente, as notícias da mídia. Por isso, sempre que uma empresa opta pelo Marketing do Medo está se jogando de forma insegura rumo ao desconhecido.
Alguém já disse que a esperança venceu o medo. Pode ser na política, mas no mundo dos negócios o medo continua reinando absoluto, transformando a todos nós em verdadeiras vítimas do critério, levando-nos a decisões equivocadas, irracionais, emocionais e fora de tempo. E é preciso muita coragem para mudar tudo isso.